segunda-feira, abril 12, 2010

Não sei o que cantavam mas embala(m)-me tantas vezes.

K’ono kwatota, omanu valuka [sei que] secou a nascente do rio e as pessoas mudam de lugar.

[Em Angola] "...há uma relação de causa e efeito entre a existência de um rio e a constituição de aglomerados populacionais nas suas proximidades. A água é indispensável para a sedentarização dos homens e quando a fonte seca, parte-se à procura de outro lugar."

... de que Água é a tua sede?

sábado, abril 03, 2010

Onde quer que estejas...

04 -04-09 estava muito sol e tínhamos ido à Feira de Março.

... continuas a ser o meu único afilhado. O maior detentor de "porquês" que conheci até hoje.

Alguns hão-de ter ficado sem resposta. Gosto de pensar que nos encontraremos por aí mesmo que nessa altura já sejas demasiado crescido para xi-corações à madrinha.
Até que esse dia chegue farei o que de melhor uma madrinha pode fazer à distância à qual não conhece medida: rezar por Ti.
Páscoa Feliz, N.
Um beijinho da Madrinha.
=)

terça-feira, março 30, 2010

[Tão] Simples são as coisas.

De vez em quando preciso que me chames atenção / Diviso passos avesso à emoção / Tu sabes preciso desse teu abraço / É que o dia hoje esteve contra mim / Por ser assim pedaço de papel deitado fora num jardim / Tu sabes as palavras vão fugindo daqui / Há fantasmas dentro de mim / A desmembrarem-me assim / Mas qual a inquietação / Qual versão do meu devir / Se dou o melhor de mim / Dias melhores hão-de vir / E se houver um tudo-nada que faça fugir / Há sempre uma estrada a cumprir / E se houver voos de inverno o perigo / Se houver inferno se for preciso / Tu vais lá estar / Incita-me olhares que façam sorrir / Inventa-me um céu onde possam surgir / Dias de sol mais de ti / Nas coisas simples, nas simples coisas / Como acreditar, levantar e caminhar de pé / Mas à distância do chão caminhar de pé / Sabes tu tens razão um abraço é alento uma maré.

5/1 - Simples são as coisas *

Melhor letra - FÉstival 2010

* Sou uma irmão orgulhosa em letras pequenas para não os estragar mas de elogios merecidos...

Quem ouviu quer mais!

sábado, março 27, 2010

[moving] tiempos de pequeños movimientos

... movimientos en reacción. Una gota junto a otra hace oleajes, luago, mares... océanos. Nunca una ley fue tan simple y clara: acción, reacción, repercusión. Murmullos se unen forman gritos, juntos somos evolución.

Moving, all the people moving, one move for just one dream. We see moving, all the people moving,one move for just one dream.

Escucha la llamada de "Mama Tierra", cuna de la creación. Su palabra es nuestra palabra, su "quejío" nuestra voz. Si en lo pequeño está la fuerza, si hacia lo simple anda la destreza. Volver al origen no es retroceder, quizás sea andar hacia el saber...

quinta-feira, março 18, 2010

[tempo] se cuidas de mim.

Não que isto interesse à maior parte das poucas pessoas que aqui passam mas acabo de ficar de férias por uns 17 dias que me vão saber a céu. É importante? Talvez não.

Mas não sei onde é que acaba a minha felicidade neste momento.

E quero tempo para concretizar músicas.

Como esta.

* * *

quarta-feira, março 17, 2010

"She wants to know if I love her. That’s all anyone wants from anyone else, not love itself but the knowledge that love is there, like new batteries in the flashlight in the emergency kit in the hall closet.”

Jonathan Safran Foer, Extremely Loud and Incredibly Close

sábado, março 13, 2010

Facebook meu, Facebook meu... que médica serei eu?

Eu já desconfiava! Andava-me assim a morder a perna que é como quem diz com a pulga na meia...
... mas o quiz do Facebook confirmou.

Ora, em menos de 1 minuto desfazem-se todas as dúvidas que pa(i)ram nessas cabecinhas.

Como no Pingo Doce: sem inclinações, vocações ou outras promoç... coisas acabadas em "ões" como "jeitinho para a coisa", com o Facebook é limpinho... algumas perguntas como "o que costumas fazer para passar o tempo?", "qual a tua cor favorita?" ou "qual a série que mais vês?" e eis que temos a resposta de uma vida (a de estudantes, pelo menos) aos nossos olhos!


Venham os bisturis e as suturas que a habilidade no manejo o Facebook garante!
- - -
* A validade do quiz foi criteriosamente testada, avaliada e confirmada com a obtenção do resultado "perfeita" no quiz "Que tipo de namorada és?". Só para que conste: o Facebook não mente.

quarta-feira, março 10, 2010

And [today] I could write a song a hundred miles long...

...Well, that's where I belong. And you belong with me.

quinta-feira, março 04, 2010

54' 16''

Outra. Linda, brilhante, às vezes perturbadora. Desta vez por parte de ambos: entrevistado e entrevistador. Como quem assiste a uma conversa de amigos que não parecem ser. Respostas profundas - tantas vezes tão sabiamente esguias - a perguntas destemidas e muito arrojadas. Duas inspirações distintas para o dia de hoje. Dois Antónios. Dois homens invulgares. Aqui.
* * *

terça-feira, março 02, 2010

Do que trago comigo.

Em nenhuma outra noite como nesta eu teria entendido tão bem o significado de um salmo, tão funda e enraizada estava a minha vontade no concreto da minha vida. Tantas graças tinha eu a dar a Deus.
Tínhamos chegado a Lwena ia já alta a noite depois de um dia e meio a bater estradas muito más que me tinham já deixado mazelas no corpo. As primeiras horas de caminho foram feitas emersa no espanto pela riqueza das imagens mais bonitas e menos bonitas que são constantes e na aventura expectante de um balanço ou manobra mais arrojados do Toyota em que seguíamos. A primeira metade do caminho é deslumbramento. A segunda não. O mau estado dos caminhos moeu-me o corpo e eram umas 23h30 do segundo dia quando chegávamos a Lwena comigo num estado aproximado ao transe a que um sofrimento mantido pode levar.
Nessa noite o gerador desligou-se mais tarde para que quando chegássemos fossemos acolhidos por todos os que também não tinham ido para a cama com o gerador porque nós chegávamos. E estavam praticamente todos lá, ainda que na altura eu não lhes conhecesse nem o nome nem as caras por só uma me ser familiar nessa noite. A todos os outros fui chegando com o tempo.
Nesta primeira noite, e apesar do corpo moído mas de alma tranquila por ter chegado onde haveria de pertencer, foi à volta da mesa que trocámos as primeiras palavras, respostas típicas a perguntas típicas: os “comos” e os “porquês” de também eu estar ali. Outras respostas daria numa das últimas noites em que as conversas já à luz da vela, muito depois de desligado o gerador, se tinham à volta da mesa da cozinha da casa dos voluntários do VIS.
Nesta primeira noite, porque os outros estavam todos ocupados, foi-me destinado um dos dois quartos do pequeno anexo ao fundo do quintal da casa. Já à luz fraca de uma vela fraca dei comigo num sitio onde fazia frio durante a noite, em que entre a porta e o chão havia quatro dedos de altura. Nas primeiras noites a mala que tinha levado tapava essa grande fresta assim que fechava a porta do quarto. Ao fim de umas noites tranquilizava-me mais que a fresta se mantivesse livre não fosse alguma criatura de Deus entrar-me no quarto e não conseguindo sair virar-se contra mim. Ora todas as noites seguintes foram passadas numa cordial convivência com as criaturas mais prováveis ao fundo de um quintal em Lwena.
Como com a lua pela janela entreaberta. Como com o movimentos e as palavras trocadas e as gargalhadas na rua entre os que saíam assim que o sol começava a raiar ainda antes das seis da manhã.
Mas estava nos salmos e em como nesta noite entendi o verdadeiro sentido destas palavras. Já deitada no colchão com três dedos de altura sobre um estrado de madeira o corpo fatigado queixava-se e os salmos eram “Oração de Confiança”, “Súplica e Acção de Graças” como nunca antes.
Agora, é pela noite dentro, quando já não há movimento ou rumor algum aqui por casa, que volto às fotografias de tudo e de todos aqueles que de alguma forma não ficaram suspensos nesse Agosto de 2009. Volto para ouvir as mães cantarem músicas que não sei do que falam mas há-de ser, com certeza, da esperança e da fé em cada dia novo. E fortaleço-me. Torno aos colos embrulhados em padrões de cores vivas para neles deitar a cabeça em busca dos gestos ternos, consolo e ânimo, que não faltam na mão destas mulheres. Volto como me inclino para o afago do Pai hoje num poema. Volto sem segurar sempre as lágrimas que não sei se são mais de desânimo, de saudade, de tristeza ou de alegria imensas.
Ainda lá, e à medida que se aproximava a altura de voltar, para regressar a Luanda foi preciso tentar algumas vezes conseguir o malfadado voo militar. Este acabou por surgir numa manhã, imprevisivelmente, e teve mesmo que ser aproveitado não fosse não haver outro tão cedo.
No fim acabei por não me despedir de quase ninguém e isso que faz-me crer que hei-de voltar a Lwena, um dia, por ter ficado tanto por fazer e dizer mas tanto mais por Ser.
Hoje, saudades.


vem procurar-nos


Deus que escutas o mundo,

e o barulho dos nossos corpos contra o molhe,

vem procurar-nos ao fundo da nossa noite,

lá onde os fantasmas nos devoram

e as belas palavras nos desmultiplicam

vem procurar-nos, Deus

ao fundo da nossa profissão de descontentamento

e de exportadores de deuses


não nos entregues aos nossos próprios discursos;

dá-nos antes um corpo de escuta e de desejo

para que te reconheçamos ao largo das nossas vidas.

livra-nos, Senhor,do medo de sermos encontrados diante de ti

como uma chaga aberta ou fonte

e concede-nos que te digamos

com toda a água e todo o sal da nossa vida

segunda-feira, março 01, 2010

"Como quem não quer a coisa" é sempre uma bela expressão.

Tenho para mim que com 30 cêntimos por dia a partir de hoje, o equivalente a um café rasco numa daquelas máquinas duvidosas perdidas em numerosos recantos dos mais diversos edifícios...

... e dia 1 de Junho autopresenteio-me.

213 x 296 mm 1086 gr

... e muito pop-up. Lindo.

Muito lindo. hUnf, hUnF...

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Quarta-feira de Cinzas

Ah... mas não tenho ideias.

Ah... mas não sei como é que se faz.

Ah... mas adormeço sempre antes sem querer.

Ah... mas sofro de artroses nos joelhos.

Ah... mas ninguém me ensinou...

Ah... não sei bem porquê mas coiso...

* * *

quarta-feira, janeiro 27, 2010

quarta-feira, janeiro 13, 2010

13 Jan.

Ladies and Gentlemen of the class of ’99 If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it. The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience…I will dispense this advice now. Enjoy the power and beauty of your youth; oh nevermind; you will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you’ll look back at photos of yourself and recall in a way you can’t grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked….You’re not as fat as you imagine. Don’t worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday. Do one thing everyday that scares you Sing Don’t be reckless with other people’s hearts, don’t put up with people who are reckless with yours. Floss Don’t waste your time on jealousy; sometimes you’re ahead, sometimes you’re behind…the race is long, and in the end, it’s only with yourself. Remember the compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how. Keep your old love letters, throw away your old bank statements. Stretch Don’t feel guilty if you don’t know what you want to do with your life…the most interesting people I know didn’t know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don’t. Get plenty of calcium. Be kind to your knees, you’ll miss them when they’re gone. Maybe you’ll marry, maybe you won’t, maybe you’ll have children,maybe you won’t, maybe you’ll divorce at 40, maybe you’ll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary…what ever you do, don’t congratulate yourself too much or berate yourself either – your choices are half chance, so are everybody else’s. Enjoy your body, use it every way you can…don’t be afraid of it, or what other people think of it, it’s the greatest instrument you’ll ever own.. Dance…even if you have nowhere to do it but in your own living room. Read the directions, even if you don’t follow them. Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly. Get to know your parents, you never know when they’ll be gone for good. Be nice to your siblings; they are the best link to your past and the people most likely to stick with you in the future. Understand that friends come and go,but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young. Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft. Travel. Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you’ll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders. Respect your elders. Don’t expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out. Don’t mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85. Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it’s worth. But trust me on the sunscreen…

terça-feira, dezembro 01, 2009

The answer must be in the attempt.


I believe if there's any kind of God it wouldn't be in any of us, not you or me but just this little space in between. If there's any kind of magic in this world it must be in the attempt of understanding someone sharing something. I know, it's almost impossible to succeed but who cares, really? The answer must be in the attempt.

domingo, outubro 25, 2009

- Dois, "Tall" e sem açúcar. Se faz favor.


“For ten years the two of them sat every day

for several hours quite apart in the coffee-house.

That is a good marriage, you will say!

No. That is a good coffee-house.”

Alfred Polgar

sexta-feira, outubro 23, 2009

"Quero morrer de caneta na mão, meu Deus fazei com que eu morra de caneta na mão a lutar com as emoções, as palavras."

Não fora a voz relativamente irritante da Judite de Sousa a descambar descaradamente para uma quase euforia incontida de conversar com um autor que certamente admira muito e as perguntas relativamente básicas para o entrevistado em questão, curiosidades tontas de quem quer explorar o que sabe que é inexplorável. Não fora isto tudo a somar-se às vastas e escusadas interrupções do discurso do mesmo que me deixa sempre de cabeça inclinada (e pendurada) a procurar um ombro…
...e eu ter-me-ia comovido com estes 32 minutos e 40 segundos de homem-livro.

terça-feira, outubro 20, 2009

Tck tck tck...

The time has come to take a stand.

quinta-feira, setembro 24, 2009

22'

Quase a acabar o dia de hoje, a poucos mais outros de fechar os meus primeiros vinte e dois anos, tiro os vinte e dois minutos que dura um ritual que não partilho mas que vai bem com chá preto na caneca que “É de sermos tu e eu. / E de tu seres bonita” para dar conta destes dias.
Nesta varanda deste 5º andar virado para uma rua de Lisboa gosto de alinhavar coisas da vida, juntar umas pontas, desatar outras e dar uns nós nestas duas companhias. Faço-o assim, muitas vezes, em vinte e dois minutos. É mais ou menos o tempo que demorará para que o quarto crescente quase pousado no prédio do outro lado da rua desapareça por trás dele.
Os jornais diários dizem que as folhas deste ano levarão mais tempo a amarelar. O tempo ainda é quente de dia e a noite amena convida à solidão da varanda.
O regresso este ano foi inesperadamente tranquilo. Lisboa prometia-se menos fácil desta vez pelo Agosto diferente que me consumiu o verão e me levou ao mar mais fundo e ao deserto mais árido. Qual viagem sem regresso, é ir ao fundo deste mar mais profundo e experimentar o deserto mais árido para dizer do meu mês em Angola.
Bem sei que a poucos metros de onde me encontro haverá tanto ou mais sofrimento, tão ou mais árido, mas ir longe ver como sofrem os de lá que, sem alternativa, não escolheram nascer naquela terra só agora ávida de futuro, fez-me voltar diferente. Não se volta igual, é impossível. Os olhos vê(e)m outros.
Ir desprendida, comprometida, convicta dos motivos, ciente das dificuldades foi assinar um contrato de fidelidade com o Mundo. Um compromisso para a vida, como já há poucos.
Sem ver, por maior que seja a boa vontade que nos move, vive-se na permanente e fácil possibilidade de abandonar o ringue, saltar borda fora à primeira oportunidade para se voltar à vidinha que melhor ou pior se vai levando. Ir e voltar, despedaçada, não pelas feridas que se abrem mas pelas súplicas e clamores de auxílio que não têm fim nem número e que nos desintegram em mil pedaços compromete-nos de tal forma que pensar em se ceder à tentação de virar discretamente as costas, lavar diplomaticamente as mãos destes assuntos passa a envolver-nos num remorso permanente de não sermos nem fieis nem leais ao meninos que estranharam a nossa cor e o nosso cabelo, aos candengues que procuraram o nosso colo, aos velhos que esperaram a nosso interesse e a nossa palavra atenta, à gente que ficou na nossa própria ansiedade de voltarmos à terra onde mais podemos fazer por cada um.
Ir para lhes dar rosto e cor e nome e tom de voz e temperatura na pele e vida a correr-lhes nas veias e tempo na vida e carácter e defeitos e gestos e manias e gostos e sentido para não sermos mais precisos. Voltarmos para nos darmos verdadeira vida e rumo discernidos e caminhos firmes e com propósitos que são imprescindíveis e que deviam ser leis no mundo e levantarmos os olhos dos passos já insconscientes que damos consecutivamente um atrás de outro e sairmos da fila dos que lêem os problemas aos pés dos mesmos sem os dois passos atrás que os relativizariam.
Fui dar estes dois passoas atrás e caí de costas no (m)eu mar mais profundo e sequiosa experimentei o (t)eu deserto mais árido para voltar a adormecer a cada dia na urgência da tua canção ao meu ouvido.

Antes n/do deserto tu não sabias.

Mas se tu soubesses.

Dos meus sonhos.
Das minhas dores.

Do caminho que escolho e que me leva ao rio.


E do meu rio.

Dos meus trabalhos.


Dos meus medos.

Dos meus super poderes.

Das minhas poucas oportunidades para o mundo.

Mas da minha convicção.

E dos meus heróis.

Da minha fome.

Por me chamar Gabriel em Angola.

Dos meus segredos.

Das lutas que eu travo.

Das minhas mágoas.

Mas da Paz.

E da Esperança.