Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me.

"Nada te espanta, nada te encanta, nada te tomba ou te levanta, sem passar dentro de ti."
"Tu és a escala, a mão que embala. Tomas bem conta de ti. Tu és a escala, a mão que embala. Tens um rumo a seguir."
"E nada te atrasa, nada te arrasa, nem que no céu percas uma asa. Vais pegar de novo em ti."
Sobre Jorge Cruz:
Nasci na Praia da Barra, no seio de uma família descendente de padeiros e guardas fiscais. O meu pai era treinador de futebol e a minha mãe cozinheira de chanfanas. Fiz a escola primária num colégio de freiras onde fui introduzido à fé e à religião. Aos fins-de-semana visitava militantes do PRP na prisão de Custóias. Com 10 anos, parti para Angola. Estudei na Escola dos Flamingos Cor-de-Rosa, Lobito, Benguela. Fui aprendiz de pesca em mar-alto sob vigilância de militares cubanos. Iniciei o treino em ginástica desportiva com o campeão mundial russo Lev Smedianov, embora a composição de refrões pop tenha afectado o meu rendimento. De regresso a Portugal, e já depois da morte de José Afonso, vivi na Charneca da Caparica, escrevi letras de hip-hop e formei um duo com o guitarrista Rui Jorge Abreu. Aos 15 anos, voltei à Praia da Barra onde celebrei casamento com uma jovem fotógrafa praticante de body-board. Fui basquetebolista. Li os existencialistas e formei o power-trio Superego que gravou em 1998 o disco "Quem Concebeu o Mundo Não Lia Romances" aclamado pela crítica por ter capa sépia. Ao vivo os Superego abriram para Sérgio Godinho e Jorge Palma e podem ser acusados de ter interrompido músicas para baixar do palco e participar em rixas. Com o segundo disco "A lenda da Irresponsabilidade do Poeta" (2001) fecharam a sua história inscrita num manifesto cómico-radical que não lhes granjeou amizades. Pelo meio editei 300 exemplares de canções acústicas gravadas em cassete baptizadas de "O Pequeno Aquiles". Licenciei-me em psicologia. Assinei os papéis de divórcio e fui tocar nas ruas de Barcelona e Santiago de Compostela. Estagiei com o músico guineense Oli Silva. Formei uma Fanfarra de música tradicional portuguesa de fusão. Dormi na Lagoa do Fogo e ouvi o "Time Out Of Mind". Fui investigador na Universidade do Porto, àrea de feminismo e psicologia política. Em 2003, gravei o álbum "Sede" que viria a ser editado pela NorteSul. Dediquei-me à escrita de short-stories e romances de amor. Na primavera de 2006, formei 4 bandas e fui para a Sra. da Hora gravar "Poeira", colecção de 11 canções que conta com a colaboração de alguns dos músicos portugueses de minha predilecção nas áreas do rock, jazz, reggae e música tradicional. Esperei pelo S. João para me despedir dos hospitais portuenses e mudei-me para Lisboa onde me iniciei nas profissões de bartender, porteiro e ensaísta. Sou Jorge Cruz, 32 anos, vagabundo amador, alquimista, escritor de canções.
Quisesse o tempo criar-te um espaço que se abrisse só com a intenção de te trazer para dentro da minha casa, como se fosses o desconhecido mais confiável que passa a esta hora da (minha) noite. Porque tenho para mim - que vou sendo com tempo - que do tempo que nos cabe só arrecadamos realmente os desconhecidos certeiros que convidamos para o nosso lar. Se os sentamos à mesa que temos no canto que é o mais agradável, se lhes damos a beber o melhor chá onde ensopem as melhores bolachas, com a manta mais quente sobre os joelhos, fazemos dos piores acasos os nossos mais ilustres hóspedes.
II
eu sei que somos muito mais
se nos olharmos tão fundo de frente
se a minha vida for por onde vais
a encher de luz os meus lugares ausentes
é que eu quero-te tanto
não saberia não te ter
é que eu quero-te tanto
é sempre mais do que eu te sei dizer
mil vezes mais do que eu te sei dizer

Vale a pena ver castelos no mar alto, vale a pena dar o salto...
É tão bom uma amizade assim, ai, faz tão bem saber com quem contar.
Eu quero ir ver quem me quer assim.
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me quer.
Vale a pena ver o mundo aqui do alto, vale a pena dar o salto!
Meu caminho é cada manhã / Não procure saber onde estou / Meu destino não é de ninguém / E eu não deixo os meus passos no chão / Se você não entende não vê / Se não me vê não entende / Não procure saber onde estou / Se o meu jeito te surpreende / Se o meu corpo virasse sol / Se minha mente virasse / mas só chove e chove / Chove e chove / Se um dia eu pudesse ver / Meu passado inteiro / E fizesse parar de chover / Nos primeiros erros / Meu corpo viraria sol / Minha mente viraria sol / Mas só chove e chove / Chove e chove




Elogio do AmorQuando a hora dobra em triste e tardo toque / E em noite horrenda vejo escoar-se o dia, / Quando vejo esvair-se a violeta, ou que / A prata a preta têmpora assedia; / Quando vejo sem folha o tronco antigo / Que ao rebanho estendia sombra franca / E em feixe atado agora o verde trigo / Seguir o carro, a barba hirsuta e branca; / Sobre tua beleza então questiono / Que há de sofrer do Tempo a dura prova, / Pois as graças do mundo em abandono / Morrem ao ver nascendo a graça nova. / Contra a foice do Tempo é vão combate, / Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
William Shakespeare
Procuro o lento cimo da transformação"Para me encontrar, procurei o meu lugar e no fim estou mais perto de mim. E na esperança de alcançar uma forma de mudar, estou mais perto de mim. Estou mais perto de mim, mais perto de mim"
André Sardet
Beijinho no João Daniéééuuu...
Digo que importa muito, e tudo, ter uma grande e muito determinada determinação de não parar até chegar, venha o que vier, suceda o que suceder, trabalhe-se o que se trabalhar, murmure quem murmurar, quer lá se chegue, quer se morra pelo caminho, ou não se tenha ânimo para as dificuldades que nele há, quer se acabe o mundo.
Sta Teresa de Jesus
"(...) Lá estou para os ver, para os injectar, para os abrir, para os retalhar, para os coser, sempre a sorrir! "
... pera, pera, pera ...
Edit Post
... depois, como que por... (não há palavras)... encontram-se coisas que... nem sei!
Apreciai!
I
II
E deste alguém se lembra?! ...
Hoje, p'ra ti:
Quand il me prend dans ses bras, Il me parle tout bas, Je vois la vie en rose. Il me dit des mots d'amour, Des mots de tous les jours, Et ça m'fait quelque chose. Il est entré dans mon coeur, Une part de bonheur, Dont je connais la cause. C'est lui pour moi, Moi pour lui dans la vie, Il me l'a dit, l'a juré, Pour la vie. Et dès que je l'apercois, Alors je sens en moi Mon coeur qui bat.
Edith Piaf
Je reve de toi (I dream about you) Plus près de moi (closer to you) I need you, I need you I need you, I need you Who loves you Who loves you Nos histoires (our stories) Nous separent (keep us apart) Je regrette ce temps qui passe. (i long for the time passing) It's an ordinary day Just an ordinary day Nothing much to laugh about Nothing much to cry about C'est comme ça du soir au matin (that’s how it goes from evening to morning) Y penser n'y changera rien (to think about won’t change a thing) Bien malgre moi, (even though i wish not) Tu vis en moi (you live inside me) I need you, I need you I need you, I need you Chaque jour se ressemble (everyday seems the same) A s'imaginer ensemble (thinking of us being together) On se manque et l'on se retient (we miss each other and we won’t tell) L'avenir semble si lointain (our future seems so far..) I need you pa ba da ba da I need you pa ba da ba da Tant d'espace (so much space) Nous separe (tears us up) Et si tu perdais ma trace (and if you were losing my track) It's an ordinary day Just an ordinary day Les jours se suivent et se ressemblent (days follow and remain the same) Separes mais toujours ensemble (apart but still together)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não pára... e quando o tempo acelera e pede pressa, eu recuso, faço hora e vou na valsa, a vida é tão rara... enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso é normal, eu finjo ter paciência... O mundo vai girando cada vez nais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência... será que é tempo que lhe falta para perceber, será que temos esse tempo pra perder e quem quer saber?! A vida é tão rara... tão rara... Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não pára... a vida não pára nao... será que é tempo que lhe falta para perceber, será que temos esse tempo para perder, e quem quer saber?! A vida é tão rara... tão rara... A vida é tão rara.